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Dr. Bruno Saba

Sintomas

Angina: o que é, sintomas e quando procurar o cardiologista

A angina é uma dor no peito que sinaliza redução do fluxo para o coração. Conheça os tipos e quando buscar ajuda.

Angina: o que é, sintomas e quando procurar o cardiologista

A angina é uma dor no peito que sinaliza redução do fluxo para o coração. Conheça os tipos e quando buscar ajuda.

O que é angina?

Angina é o termo médico para a dor ou desconforto no peito causado pela redução temporária do fluxo de sangue para o músculo cardíaco. Isso geralmente ocorre quando as artérias coronárias, que irrigam o coração, estão parcialmente obstruídas por placas de gordura (aterosclerose). Durante o esforço físico ou situações de estresse, o coração precisa de mais oxigênio e sangue; se as artérias estão estreitas, o fluxo pode ser insuficiente, gerando a dor. A angina não é um infarto, mas indica que há doença arterial coronariana e que o risco de infarto existe. Por isso, o diagnóstico e o tratamento adequados são fundamentais para prevenir complicações graves.

Angina estável x angina instável

A angina estável surge de forma previsível: geralmente durante esforço físico ou estresse emocional, dura alguns minutos e cessa com o repouso ou com o uso de nitrato sublingual. O padrão de dor tende a ser semelhante em episódios repetidos. Já a angina instável é mais grave: pode surgir em repouso, ser mais intensa, durar mais tempo ou ter padrão alterado em relação ao habitual. Ela indica que uma placa nas artérias coronárias pode estar em processo de ruptura, com alto risco de evoluir para infarto. A angina instável exige avaliação médica imediata, muitas vezes em pronto-socorro. Qualquer dor no peito nova, intensa ou que não melhora com repouso merece atenção urgente.

  • Angina estável: previsível, relacionada ao esforço, melhora com repouso
  • Angina instável: em repouso, mais intensa ou com padrão alterado, urgência médica

Sintomas típicos da angina

A angina geralmente se manifesta como pressão, aperto ou queimação no centro do peito, que pode irradiar para o braço esquerdo, pescoço, mandíbula ou costas. Alguns pacientes descrevem falta de ar, cansaço ou náusea associados. Em mulheres e idosos, os sintomas podem ser atípicos: desconforto em outras regiões, fadiga extrema ou dispneia predominante. É importante não ignorar sintomas suspeitos, mesmo que pareçam leves.

  • Pressão, aperto ou queimação no peito
  • Irradiação para braço esquerdo, pescoço, mandíbula ou costas
  • Falta de ar, cansaço ou náusea associados
  • Sintomas atípicos em mulheres e idosos são frequentes

Diagnóstico da angina

O cardiologista, por meio da anamnese, exame físico e eletrocardiograma, pode levantar a suspeita de angina. O teste ergométrico (teste de esforço) avalia se há isquemia durante o exercício. Em casos de alto risco ou quando o teste é inconclusivo, outros exames podem ser solicitados: cintilografia de perfusão miocárdica, angiotomografia das coronárias ou cateterismo cardíaco. O cateterismo é o exame que define com precisão o grau de obstrução das artérias coronárias e orienta a necessidade de angioplastia ou cirurgia de revascularização.

Tratamento e acompanhamento

O tratamento da angina visa reduzir os sintomas e prevenir infarto. Inclui medicamentos que diminuem a demanda de oxigênio do coração (como betabloqueadores), dilatam as artérias coronárias (nitratos) e previnem a formação de coágulos (ácido acetilsalicílico e outros antiagregantes). O controle dos fatores de risco, hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, e mudanças no estilo de vida são fundamentais. Em casos de obstrução significativa das artérias coronárias, pode ser necessário procedimento de revascularização (angioplastia ou cirurgia de bypass).

Acompanhamento cardiológico

O acompanhamento cardiológico regular permite ajustar o tratamento e monitorar a evolução da doença coronariana. A angina estável bem controlada pode permanecer estável por anos com medicamentos e mudanças no estilo de vida. O surgimento de sintomas novos, mais frequentes ou em repouso exige reavaliação imediata. O cardiologista define a frequência das consultas e dos exames conforme a estabilidade clínica e o perfil de risco de cada paciente.

Quando procurar o pronto-socorro

Dor no peito forte ou que não passa, falta de ar súbita, desmaio, fraqueza de um lado do corpo ou dificuldade para falar não podem esperar consulta: procure o pronto-socorro mais próximo ou ligue 192 (SAMU).

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Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Para entender o seu caso, agende uma consulta com o Dr. Bruno Saba, cardiologista em Bragança Paulista e Amparo, pelo botão de WhatsApp do blog.

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