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Dr. Bruno Saba

Esporte

Morte súbita no esporte: como a avaliação cardiológica ajuda na prevenção

Casos de morte súbita em atletas podem ser prevenidos. Saiba como a avaliação cardiológica identifica riscos.

Morte súbita no esporte: como a avaliação cardiológica ajuda na prevenção

Casos de morte súbita em atletas podem ser prevenidos. Saiba como a avaliação cardiológica identifica riscos.

O que é a morte súbita no esporte?

A morte súbita cardíaca no esporte é um evento raro, porém devastador: o atleta, aparentemente saudável, entra em parada cardíaca durante ou logo após a atividade física. Na maioria dos casos, a causa é uma arritmia ventricular maligna (taquicardia ou fibrilação ventricular) em um coração que já tinha alguma alteração estrutural ou elétrica, muitas vezes silenciosa. O esforço físico intenso pode ser o gatilho que desencadeia a arritmia fatal. A boa notícia é que uma parcela significativa desses casos pode ser prevenida com a identificação prévia das condições de risco. A avaliação cardiológica antes da prática esportiva (avaliação pré-participação) é a principal ferramenta para detectar atletas em risco e orientar sobre a segurança da atividade física.

Principais causas de morte súbita em atletas

A causa varia conforme a idade. Em atletas com mais de 35 anos, a doença arterial coronariana (obstrução das artérias do coração) é a principal responsável, geralmente um infarto ou isquemia durante o esforço que desencadeia arritmia fatal. Em atletas jovens (menores de 35 anos), as causas mais comuns são doenças estruturais ou elétricas do coração, muitas delas hereditárias ou congênitas.

  • Cardiomiopatia hipertrófica, espessamento anormal do músculo cardíaco, principal causa em jovens
  • Displasia arritmogênica do ventrículo direito, substituição do músculo cardíaco por tecido fibroadiposo
  • Anomalias congênitas das artérias coronárias, artérias em posição anômala que podem ser comprimidas durante o exercício
  • Síndrome do QT longo e síndrome de Brugada, alterações elétricas hereditárias
  • Miocardite, inflamação do músculo cardíaco, frequentemente após infecção viral

Avaliação pré-participação: o que inclui?

A avaliação pré-participação esportiva visa identificar condições que possam colocar o atleta em risco durante o exercício. Ela inclui anamnese detalhada (histórico de sintomas, desmaios, palpitações, dor no peito, histórico familiar de morte súbita ou doença cardíaca), exame físico completo e, na maioria das recomendações, eletrocardiograma de repouso.

  • Anamnese: sintomas, desmaios, história familiar de morte súbita
  • Exame físico cardíaco completo
  • Eletrocardiograma de repouso (recomendado em atletas)
  • Ecocardiograma e teste ergométrico em casos suspeitos

Interpretação do ECG no atleta

O ECG do atleta pode apresentar alterações que são adaptativas ao treinamento, como bradicardia sinusal, bloqueio atrioventricular de primeiro grau e alterações de repolarização, e que não indicam doença. O cardiologista deve diferenciar essas alterações "fisiológicas" das que sugerem cardiomiopatia hipertrófica, síndrome do QT longo ou outras condições de risco. Critérios de interpretação específicos para atletas foram desenvolvidos para evitar restrições desnecessárias e, ao mesmo tempo, não perder casos que exigem investigação.

Quando procurar avaliação cardiológica?

A avaliação é recomendada para qualquer pessoa que vá iniciar atividade física regular ou intensa, especialmente se sedentária e com mais de 35 anos. Atletas amadores e profissionais devem realizar avaliação periódica. Sintomas como dor no peito durante o esforço, falta de ar desproporcional, palpitações, tontura ou desmaio durante exercício exigem investigação imediata. Histórico familiar de morte súbita em parentes jovens, cardiomiopatia ou arritmia hereditária também indica avaliação especializada.

Restrições e acompanhamento

Quando uma condição de risco é identificada, o cardiologista pode recomendar restrição temporária ou permanente de certas modalidades esportivas. Em alguns casos, o tratamento (medicamentos, implante de desfibrilador) permite retorno à atividade com segurança. O acompanhamento periódico é fundamental para atletas com condições controladas. O cardiologista orienta sobre a frequência ideal de reavaliação e as modalidades esportivas mais seguras para cada perfil. A meta é permitir que o máximo de pessoas pratique exercício com segurança, identificando e protegendo aqueles em risco.

Quando procurar o pronto-socorro

Dor no peito forte ou que não passa, falta de ar súbita, desmaio, fraqueza de um lado do corpo ou dificuldade para falar não podem esperar consulta: procure o pronto-socorro mais próximo ou ligue 192 (SAMU).

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Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Para entender o seu caso, agende uma consulta com o Dr. Bruno Saba, cardiologista em Bragança Paulista e Amparo, pelo botão de WhatsApp do blog.

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