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Dr. Bruno Saba

Cardiologia Geral

Holter 24 horas: quando o exame é necessário

O Holter registra o ritmo cardíaco por 24 horas. Saiba quando o cardiologista indica e o que o exame detecta.

Holter 24 horas: quando o exame é necessário

O Holter registra o ritmo cardíaco por 24 horas. Saiba quando o cardiologista indica e o que o exame detecta.

O que é o Holter 24 horas?

O Holter é um exame que registra continuamente a atividade elétrica do coração (eletrocardiograma) durante 24 horas ou mais. O paciente veste um aparelho portátil, geralmente do tamanho de um celular, conectado a eletrodos colados no peito. O aparelho grava todos os batimentos cardíacos enquanto a pessoa realiza suas atividades normais: trabalha, come, dorme e faz exercícios. Ao final do período, o registro é analisado por um médico, que identifica arritmias, pausas, taquicardias, bradicardias e a relação entre sintomas relatados e alterações no ritmo. O exame é indolor e não invasivo. A principal limitação é que, se os sintomas forem esporádicos (por exemplo, uma vez por semana), pode ser que não ocorram durante as 24 horas do exame, nesses casos, o cardiologista pode indicar monitores de eventos ou Holter de período mais longo (48 ou 72 horas).

Quando o Holter é indicado?

O Holter 24 horas é solicitado principalmente quando há queixas de palpitações, "falhas" nos batimentos, tontura ou desmaios que podem estar relacionados a arritmias. O eletrocardiograma convencional captura apenas alguns segundos do ritmo cardíaco; muitas arritmias são intermitentes e podem não aparecer nesse curto período. O Holter aumenta as chances de capturar o ritmo no momento em que o sintoma ocorre. Também é usado para avaliar a frequência de arritmias já conhecidas (como fibrilação atrial ou extrassístoles), para verificar a eficácia de medicamentos antiarrítmicos e para investigar a causa de desmaios de origem desconhecida. Em alguns casos, o cardiologista solicita o exame para avaliar a necessidade de marcapasso.

  • Palpitações ou sensação de "coração disparado" ou "falhas"
  • Tontura ou desmaios de causa não esclarecida
  • Avaliação de arritmias conhecidas (frequência e carga)
  • Controle de medicamentos antiarrítmicos

Como se preparar e realizar o exame

Não é necessário jejum. O paciente deve tomar banho antes de colocar o aparelho, pois não poderá molhar o equipamento durante o exame. Os eletrodos são fixados no peito e conectados ao gravador, que pode ser preso ao cinto ou à cintura. É importante manter a pele limpa e seca para que os eletrodos não se soltem. O médico orienta a manter um diário com o horário das atividades e dos sintomas, isso ajuda a correlacionar eventuais alterações no registro com o que o paciente estava fazendo ou sentindo. Após 24 horas, o paciente retorna para a retirada do aparelho e a análise é realizada.

O que o resultado pode mostrar?

O laudo do Holter pode identificar extrassístoles (batimentos extras), taquicardias (ritmo acelerado), bradicardias (ritmo lento), fibrilação atrial, bloqueios cardíacos, pausas longas e outras alterações. A correlação entre sintomas e alterações no ECG é fundamental: se o paciente relatou palpitação às 14h e o registro mostra taquicardia nesse horário, a causa dos sintomas fica estabelecida.

  • Extrassístoles, taquicardias e bradicardias
  • Fibrilação atrial paroxística
  • Bloqueios cardíacos e pausas
  • Correlação entre sintomas e alterações no ritmo

Quando o Holter não resolve?

Se não houver sintomas durante o exame e o ritmo for normal, o cardiologista pode indicar outras investigações. O monitor de eventos (ou loop recorder) é um dispositivo que o paciente ativa quando sente o sintoma, registrando o ritmo no momento, útil para sintomas esporádicos (uma vez por semana ou menos). O Holter de período mais longo (48 ou 72 horas) pode ser tentado. Em casos selecionados, o estudo eletrofisiológico ou o implante de loop recorder subcutâneo (que registra continuamente por meses) podem ser considerados.

Acompanhamento após o Holter

O resultado do Holter orienta os próximos passos. Se uma arritmia foi identificada e correlacionada aos sintomas, o tratamento pode ser definido. Se a arritmia for benigna (como extrassístoles isoladas em coração estruturalmente normal), o cardiologista pode tranquilizar o paciente. Se houver achados que exijam intervenção, como fibrilação atrial ou pausas longas, o cardiologista explicará as opções (medicamentos, ablação, marcapasso) e orientará o acompanhamento. O laudo do Holter fica disponível para consultas futuras e comparação com exames posteriores.

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Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Para entender o seu caso, agende uma consulta com o Dr. Bruno Saba, cardiologista em Bragança Paulista e Amparo, pelo botão de WhatsApp do blog.

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