Prevenção
Histórico familiar de infarto: por que importa para o seu coração?
Parentes com infarto precoce aumentam o risco cardiovascular. Saiba por que o histórico familiar importa e quando fazer avaliação preventiva.

Parentes com infarto precoce aumentam o risco cardiovascular. Saiba por que o histórico familiar importa e quando fazer avaliação preventiva.
Por que o histórico familiar importa?
O histórico familiar de doença cardiovascular é um dos principais fatores de risco não modificáveis para infarto, AVC e outras condições. Quando parentes de primeiro grau (pais, irmãos ou filhos) tiveram infarto ou doença arterial coronariana em idade precoce, geralmente definida como antes dos 55 anos em homens e 65 anos em mulheres, o risco do indivíduo aumenta significativamente. Isso ocorre porque fatores genéticos influenciam o metabolismo do colesterol, a predisposição à hipertensão, ao diabetes e a outros aspectos da saúde cardiovascular. Conhecer o histórico familiar permite identificar pessoas em maior risco e implementar estratégias de prevenção mais precoces e intensivas.
O que caracteriza infarto 'precoce'?
Na prática clínica, considera-se infarto precoce quando ocorre antes dos 55 anos em homens e antes dos 65 anos em mulheres. Quanto mais jovem o familiar foi acometido, maior tende a ser o impacto no risco. A relação é ainda mais forte quando o parente afetado é do sexo masculino (pai ou irmão) em relação ao risco de um homem, ou do sexo feminino (mãe ou irmã) em relação ao risco de uma mulher. O número de parentes afetados também importa: ter dois ou mais parentes de primeiro grau com doença coronariana precoce aumenta ainda mais o risco.
O que fazer quando há histórico familiar?
A presença de histórico familiar de infarto precoce não significa que a doença seja inevitável. Pelo contrário, serve como alerta para adotar medidas preventivas. O acompanhamento cardiológico deve ser iniciado mais cedo, geralmente a partir dos 30-40 anos, ou antes se houver outros fatores de risco. O check-up cardiológico inclui avaliação clínica, exame físico, eletrocardiograma e, conforme indicado, exames de sangue (colesterol, glicemia, hemoglobina glicada) e ecocardiograma. O controle rigoroso dos fatores de risco modificáveis, pressão arterial, diabetes, colesterol, tabagismo, sedentarismo, obesidade, é ainda mais importante nessas pessoas.
Fatores de risco modificáveis
A genética não pode ser alterada, mas muitos fatores que aumentam o risco cardiovascular podem. Pessoas com histórico familiar devem dar atenção especial a:
- Pressão arterial, manter valores controlados, com meta potencialmente mais rigorosa conforme orientação médica
- Colesterol, a dislipidemia familial pode estar presente; o controle medicamentoso é frequentemente necessário
- Diabetes, o rastreamento deve ser feito regularmente; o controle glicêmico é fundamental
- Tabagismo, o hábito de fumar multiplica o risco; a cessação é uma das intervenções mais importantes
- Alimentação, dieta equilibrada, rica em vegetais, frutas e gorduras saudáveis, com redução de sódio e alimentos ultraprocessados
- Atividade física, exercícios regulares reduzem o risco cardiovascular de forma independente
- Peso, manter o IMC adequado reduz a sobrecarga cardiovascular
Exames de rastreamento
O cardiologista define a necessidade e a periodicidade dos exames conforme o perfil de cada paciente. O eletrocardiograma e o ecocardiograma avaliam a estrutura e a função cardíaca. O teste ergométrico pode ser indicado para avaliar a reserva cardiovascular e detectar alterações sugestivas de isquemia. Em casos selecionados, a angiotomografia das coronárias ou o escore de cálcio coronariano podem ser úteis para avaliar a presença de aterosclerose subclínica. Os exames de sangue, perfil lipídico, glicemia, hemoglobina glicada, são fundamentais para o acompanhamento dos fatores de risco.
Quando procurar avaliação?
Se você tem pais, irmãos ou filhos com história de infarto ou doença arterial coronariana antes dos 55 anos (homens) ou 65 anos (mulheres), considere agendar uma avaliação cardiológica preventiva, mesmo que não tenha sintomas. O ideal é iniciar o acompanhamento antes dos 40 anos, ou mais cedo se houver outros fatores de risco. A prevenção cardiovascular baseada no histórico familiar é uma das estratégias mais eficazes para reduzir eventos cardíacos ao longo da vida.
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Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Para entender o seu caso, agende uma consulta com o Dr. Bruno Saba, cardiologista em Bragança Paulista e Amparo, pelo botão de WhatsApp do blog.