Dr. Bruno Saba - Cardiologista
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    Condição Clínica

    Fibrilação Atrial

    A arritmia sustentada mais comum do mundo. Diagnóstico precoce e tratamento adequado previnem AVC e insuficiência cardíaca.

    ArritmiaAnticoagulaçãoAVCAblação

    O que é Fibrilação Atrial?

    A fibrilação atrial (FA) é a arritmia cardíaca sustentada mais comum, afetando milhões de pessoas no mundo. Nesta condição, os átrios (câmaras superiores do coração) perdem sua contração coordenada e passam a tremer de forma desorganizada, levando a um ritmo cardíaco irregular e frequentemente acelerado.

    Causas e Fatores de Risco

    Diversos fatores podem predispor ao desenvolvimento da fibrilação atrial.

    • Hipertensão arterial (causa mais comum)
    • Doença valvar cardíaca
    • Insuficiência cardíaca
    • Idade avançada (risco aumenta após 60 anos)
    • Apneia obstrutiva do sono
    • Hipertireoidismo
    • Consumo excessivo de álcool (holiday heart)
    • Obesidade
    • Doença pulmonar crônica

    Sintomas

    A fibrilação atrial pode ser assintomática ou causar sintomas significativos.

    • Palpitações (sensação de coração irregular)
    • Falta de ar aos esforços
    • Cansaço e redução da tolerância ao exercício
    • Tontura
    • Dor ou desconforto no peito
    • Em casos graves: desmaio ou AVC como primeira manifestação

    Complicações

    O principal risco da fibrilação atrial é a formação de coágulos nos átrios, que podem migrar para o cérebro e causar AVC (acidente vascular cerebral). Pacientes com FA têm risco 5 vezes maior de AVC. Além disso, a FA pode levar à insuficiência cardíaca quando não tratada adequadamente.

    Diagnóstico

    O diagnóstico pode ser feito em exames de rotina ou na investigação de sintomas.

    • Eletrocardiograma (ECG)
    • Holter 24-72 horas
    • Monitor de eventos prolongado
    • Ecocardiograma (avaliação estrutural)
    • Ecocardiograma transesofágico (pesquisa de trombos)
    • Exames de tireoide e função renal

    Tratamento

    O tratamento da FA tem dois pilares: controle do ritmo/frequência e prevenção de AVC.

    • Anticoagulação para prevenção de AVC (baseada no escore CHA2DS2-VASc)
    • Controle da frequência cardíaca com medicamentos
    • Cardioversão elétrica ou química para restaurar o ritmo
    • Ablação por cateter da fibrilação atrial
    • Tratamento dos fatores de risco (hipertensão, apneia, obesidade)
    • Mudanças no estilo de vida

    Consulta Cardiológica

    Para agendar uma avaliação ou obter mais informações, entre em contato com a clínica.

    Dúvidas

    Perguntas Frequentes

    Fibrilação atrial pode causar AVC?

    Sim. A fibrilação atrial é uma das principais causas de AVC. O ritmo irregular favorece a formação de coágulos nos átrios que podem migrar para o cérebro. Por isso, a anticoagulação é parte fundamental do tratamento.


    Fibrilação atrial tem cura?

    A ablação por cateter pode eliminar a fibrilação atrial em muitos pacientes, especialmente quando realizada precocemente. Porém, recidivas são possíveis e o acompanhamento contínuo é necessário.


    Posso fazer exercícios com fibrilação atrial?

    Sim, na maioria dos casos, atividade física é recomendada. Porém, o tipo e a intensidade devem ser orientados pelo cardiologista, especialmente se a frequência cardíaca não estiver controlada.


    Por que preciso tomar anticoagulante?

    O anticoagulante reduz o risco de formação de coágulos e, consequentemente, de AVC. A indicação é baseada em fatores como idade, hipertensão, diabetes e histórico de AVC prévio.


    O álcool piora a fibrilação atrial?

    Sim. O consumo excessivo de álcool, mesmo episódico (holiday heart syndrome), pode desencadear ou agravar a fibrilação atrial. A moderação ou abstinência é recomendada para quem tem FA.