Inflamação do Pericárdio
Inflamação do pericárdio, membrana que envolve o coração. Dor no peito que piora ao deitar. Tratamento com anti-inflamatórios.
A pericardite é a inflamação do pericárdio, a membrana que envolve o coração. O atrito entre as camadas inflamadas provoca dor característica. Na maioria dos casos é aguda e autolimitada, mas pode recorrer.
A pericardite viral (idiopática) é a mais frequente. Outras causas incluem infarto, cirurgia cardíaca, doenças autoimunes e infecções.
A dor da pericardite costuma ser em pontada, no centro do peito, que piora ao deitar e melhora ao sentar inclinado para frente.
O diagnóstico é clínico, com auxílio do eletrocardiograma e ecocardiograma. Em alguns casos, há derrame pericárdico.
O tratamento base é com anti-inflamatórios. A colchicina reduz o risco de recorrência. O repouso relativo é recomendado.
Para agendar uma avaliação ou obter mais informações, entre em contato com a clínica.
Dúvidas
Ambos podem causar dor no peito e alterações no ECG. A pericardite costuma ter dor que piora ao deitar e ECG com elevação do ST em várias derivações. A avaliação médica e exames complementares definem o diagnóstico.
Sim. Cerca de um quarto dos pacientes tem recorrência. A colchicina associada ao anti-inflamatório na fase aguda reduz o risco de nova crise.
Geralmente 2 a 4 semanas, com redução gradual. A colchicina costuma ser mantida por 3 meses. A suspensão abrupta do anti-inflamatório pode aumentar o risco de recidiva.
A síndrome de Dressler (pericardite dias ou semanas após infarto) geralmente responde bem ao tratamento. Pode haver derrame pericárdico. O acompanhamento garante que não haja complicações.
Não durante a fase aguda. O repouso relativo é recomendado até a resolução. O retorno à atividade física deve ser gradual e após liberação do cardiologista, para evitar recidivas.