Doença do Músculo Cardíaco
Rigidez do coração que dificulta o preenchimento. Causas: amiloidose, radioterapia, doenças infiltrativas.
A cardiomiopatia restritiva é caracterizada por rigidez do ventrículo que dificulta o preenchimento diastólico. A fração de ejeção costuma estar preservada, mas o débito cardíaco fica limitado. É a forma menos comum de cardiomiopatia.
Diversas condições podem levar ao padrão restritivo, incluindo infiltração por substâncias anormais e fibrose.
Os sintomas são de insuficiência cardíaca com padrão predominantemente diastólico: falta de ar, intolerância ao esforço e congestão.
O ecocardiograma mostra paredes espessadas, átrios dilatados e padrão restritivo de preenchimento. A ressonância e a cintilografia (em amiloidose) são importantes.
O tratamento depende da causa. Na amiloidose, há terapias específicas. Em geral, diuréticos e controle da frequência cardíaca ajudam nos sintomas.
Para agendar uma avaliação ou obter mais informações, entre em contato com a clínica.
Dúvidas
Sim. A amiloidose por transtirretina (ATTR) pode ser tratada com tafamidis e outros medicamentos que estabilizam a proteína. O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento antes da progressão.
O ecocardiograma mostra paredes espessas com fração de ejeção preservada e átrios muito dilatados. A cintilografia e a ressonância ajudam a distinguir amiloidose de outras causas.
Sim. Na amiloidose por transtirretina, pode haver síndrome do túnel do carpo, neuropatia periférica ou lombalgia antes do acometimento cardíaco. Esses sintomas ajudam a suspeitar do diagnóstico.
Depende da causa. Na amiloidose ATTR, os novos medicamentos podem estabilizar. Em causas como radioterapia ou fibrose idiopática, o tratamento é para alívio dos sintomas. O transplante pode ser opção em casos selecionados.
Em amiloidose, o coração depende mais da frequência cardíaca para manter o débito. Betabloqueadores podem piorar a tolerância ao esforço e os sintomas. O tratamento segue protocolos específicos para essa condição.