Dr. Bruno Saba - Cardiologista
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    Doença do Músculo Cardíaco

    Cardiomiopatia Restritiva

    Rigidez do coração que dificulta o preenchimento. Causas: amiloidose, radioterapia, doenças infiltrativas.

    RigidezPreenchimentoAmiloidose

    O que é Cardiomiopatia Restritiva?

    A cardiomiopatia restritiva é caracterizada por rigidez do ventrículo que dificulta o preenchimento diastólico. A fração de ejeção costuma estar preservada, mas o débito cardíaco fica limitado. É a forma menos comum de cardiomiopatia.

    Causas

    Diversas condições podem levar ao padrão restritivo, incluindo infiltração por substâncias anormais e fibrose.

    • Amiloidose cardíaca (proteínas anormais)
    • Radioterapia mediastinal
    • Sarcoidose
    • Hemocromatose (acúmulo de ferro)
    • Doença de Fabry
    • Endomiocardiofibrose (tropical)
    • Idiopática

    Sintomas

    Os sintomas são de insuficiência cardíaca com padrão predominantemente diastólico: falta de ar, intolerância ao esforço e congestão.

    • Falta de ar aos esforços e ao deitar
    • Inchaço em pernas
    • Cansaço e fraqueza
    • Intolerância ao exercício
    • Em amiloidose: síndrome do túnel do carpo, neuropatia

    Diagnóstico

    O ecocardiograma mostra paredes espessadas, átrios dilatados e padrão restritivo de preenchimento. A ressonância e a cintilografia (em amiloidose) são importantes.

    • Ecocardiograma (paredes espessas, preenchimento restritivo)
    • Ressonância magnética cardíaca
    • Cintilografia com PYP (amiloidose por transtirretina)
    • Biópsia em casos de dúvida
    • Pesquisa da causa (exames para amiloidose, hemocromatose)

    Tratamento

    O tratamento depende da causa. Na amiloidose, há terapias específicas. Em geral, diuréticos e controle da frequência cardíaca ajudam nos sintomas.

    • Tratamento da causa quando possível
    • Diuréticos para congestão (com cuidado)
    • Controle da frequência cardíaca (betabloqueadores com cautela)
    • Evitar betabloqueadores e bloqueadores de canal de cálcio em amiloidose
    • Tafamidis e outras terapias para amiloidose por transtirretina

    Consulta Cardiológica

    Para agendar uma avaliação ou obter mais informações, entre em contato com a clínica.

    Dúvidas

    Perguntas Frequentes

    Amiloidose cardíaca tem tratamento?

    Sim. A amiloidose por transtirretina (ATTR) pode ser tratada com tafamidis e outros medicamentos que estabilizam a proteína. O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento antes da progressão.


    Como diferenciar de outras cardiomiopatias?

    O ecocardiograma mostra paredes espessas com fração de ejeção preservada e átrios muito dilatados. A cintilografia e a ressonância ajudam a distinguir amiloidose de outras causas.


    Amiloidose cardíaca tem sintomas antes do coração?

    Sim. Na amiloidose por transtirretina, pode haver síndrome do túnel do carpo, neuropatia periférica ou lombalgia antes do acometimento cardíaco. Esses sintomas ajudam a suspeitar do diagnóstico.


    Cardiomiopatia restritiva tem cura?

    Depende da causa. Na amiloidose ATTR, os novos medicamentos podem estabilizar. Em causas como radioterapia ou fibrose idiopática, o tratamento é para alívio dos sintomas. O transplante pode ser opção em casos selecionados.


    Por que evitar betabloqueadores na amiloidose?

    Em amiloidose, o coração depende mais da frequência cardíaca para manter o débito. Betabloqueadores podem piorar a tolerância ao esforço e os sintomas. O tratamento segue protocolos específicos para essa condição.