Doença do Ritmo Cardíaco
Alteração no ECG que predispõe a fibrilação ventricular e morte súbita. Pode exigir implante de CDI.
A síndrome de Brugada é uma condição genética que afeta os canais iônicos do coração, causando alteração característica no eletrocardiograma (padrão em "sela de cavalo" nas derivações V1-V3) e predispondo a fibrilação ventricular e morte súbita. É mais comum em homens e asiáticos.
É uma doença genética com herança autossômica dominante. Mutações no gene SCN5A e em outros genes de canais iônicos foram identificadas.
Muitos pacientes são assintomáticos. A primeira manifestação pode ser parada cardíaca noturna. Síncope e palpitações podem ocorrer.
O ECG é fundamental. O padrão pode ser espontâneo ou provocado por medicamentos. O teste farmacológico com ajmalina ou flecainida pode revelar a síndrome quando o ECG de repouso é duvidoso.
Não há medicamento que previna a morte súbita. O CDI é a única terapia eficaz em pacientes de alto risco. Evitar febre e medicamentos que agravam o padrão é importante.
Para agendar uma avaliação ou obter mais informações, entre em contato com a clínica.
Dúvidas
Sim. Em alguns pacientes o padrão de Brugada só aparece durante a febre. Por isso, pessoas com suspeita devem manter a febre controlada e buscar avaliação cardiológica.
Não. A indicação de CDI depende do risco. Pacientes assintomáticos com padrão espontâneo tipo 1 e outros critérios podem ser candidatos. Pacientes com padrão provocado apenas por medicamento costumam ter menor risco. A decisão é individualizada.
Sim. Cerca de 20% dos casos têm mutação identificada (canal de sódio). O padrão pode ser herdado. Irmãos e filhos de portadores devem ser avaliados com ECG e, em alguns casos, teste genético.
Sim. Alguns medicamentos podem provocar ou agravar o padrão de Brugada e aumentar o risco de arritmia. Listas como brugadadrugs.org orientam. Sempre informe ao médico que você tem a síndrome antes de usar novos medicamentos.
Sim. A febre pode desmascarar ou agravar o padrão de Brugada e aumentar o risco de arritmia. Em caso de febre, mantenha-a controlada com antitérmicos e evite desidratação. Em febre alta persistente, procure avaliação médica.